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O Estado de Porto Claro é a primeira micronação de língua portuguesa na Internet.

Fundada em 1992 por Pedro Aguiar como "país imaginário", então com 10 anos, o Reino de Porto Claro inicialmente consistia de uma brincadeira do pai-fundador e seus coleguinhas. Inicialmente um desenho com as regiões no papel, o "Mapão", o Reino de Porto Claro paulatinamente desenvolveu traços mais sofisticados, com instituições, partidos, regiões, tramas políticas e um jornal, o Diário Portoclarense, que até 2001 somaria mais de 200 edições.

Em 1996, no período intitulado "Degelo", o Reino de Porto Claro chega à Internet e faz contato com micronações anglófonas: Talossa, Port Colice, Landreth, Niquedônia e União das Repúblicas Ruritarianas. No episódio conhecido por "A verdade", são denunciados os mais de 100 paples que constituiam a pseudopopulação local. Os paples são substituídos por pessoas reais, como Jean Tisserand (aka Harold Thomas), futuramente co-fundador de Orange (97). Porto Claro adentra a conceituada Liga dos Estados Secessionistas (LoSS), onde um paple de Aguiar ("Thelêmaco") torna-se Secretário-Geral.

Em 1997, graças à publicidade extramicronacional e à multiplicação dos usuários da net, o Reino de Porto Claro recebe um afluxo inédito de imigrantes, atinge dezenas de cidadãos ativos, sofistica a política interna e assim ganha contornos de verdadeira micronação. Com o desenvolvimento do Sacro Império de Reunião, forma-se um espaço de interação internacional: a Lusofonia.

Em meados de 1998, ao final do produtivo governo Fabiano Carnevale, ocorre uma cisão do Reino de Porto Claro. A maioria dos cidadãos, desejosa de instaurar um outro regime, deixa o país e funda a República de Porto Claro, micronação lusófona bastante ativa até poucos anos atrás, quando imergiu em franco declínio da atividade e conteúdo micronacionais. Pedro Aguiar nunca reconheceu legitimidade a essa república derivada de Porto Claro, como se nota pelos manifestos "Isto Não É Porto Claro" e " Declaração Universal de Independência".

O Reino de Porto Claro fica restrito a Aguiar e seus poucos aliados. Torna-se uma micronação isolacionista, não faz mais contatos externos (exceção a Orange e Campos Bastos) e abandona sucessivamente os fóruns e as ligas intermicronacionais. Rebatiza-se Estado de Porto Claro. A atitude reclusa de Aguiar finda em 2002, no que ele chama "Desmicronacionalização". No décimo aniversário, 25 de Setembro - Dia de São Herculano, o líder máximo de Porto Claro, seu "Grande Tutor", um dos maiores pioneiros da Lusofonia, declara encerradas as atividades da micronação, fechando as suas portas.

O Estado de Porto Claro deixa um legado incomensurável de realizações e iniciativas, como um dos dois principais pilares do tronco reuniãoportoclarense, de significado internacional e que irá alicerçar a Lusofonia.

Clique aqui e conheça o site de Pedro Aguiar: "O Estado de Porto Claro"


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