
SSMI Cláudio Primeiro
Mensagem aos Visitantes
Seja bem-vindo
ao Sacro Império de Reunião! Você deve estar
pensando: "mas do que se trata esta maluquice"?
Vou tentar explicar, em (nem tão) rápidas pinceladas, o que é
e como funciona esta simulação política, esta "micronação",
que envolve mais de mil pessoas distribuídas por todo o
mundo, e que já foi alvo de reportagens por alguns dos jornais
mais vendidos e conceituados de países como Brasil, Itália, Grécia,
Estados Unidos, Inglaterra, Taiwan e França, além de obras literárias
diversas que retratam o fenômeno que é o "micronationry".
As Micronações
Uma
micronação é uma simulação política, um hobby que envolve
pessoas que gostam de política, história, e relações
internacionais; é o "paísmodelismo". Funciona da
seguinte maneira: algumas pessoas se reúnem e fundam um país,
país este que tem todas as características de um Estado
Nacional, menos uma: jurisdição sobre seu território. Os
outros requisitos, população, governo e cidadania, estão
presentes. Como nunca.
Reunião, por
exemplo, é dotada de uma constituição - a Sagrada - e de um
sistema de governo muito complexo, baseado na divisão de funções,
mas também na existência de um poder maior, superior aos
outros, que somente vem a intervir quando necessário, de maneira
a que seja mantida a paz e a ordem necessárias para o bom
andamento da micronação.
Enquanto na sua
"macronação" sua opinião só é manifestada através
de seus representantes (a não ser que você seja uma "Excelência",
claro ;-), numa micronação como Reunião, pode ser você a
lutar por seus interesses. Em razão do número diminuto de cidadãos,
a sua opinião tem peso; mesmo que em seus primeiros meses
como cidadão você não ocupe uma posição de grande
importância, todos ouvirão sua voz. É comum ver-se "novatos"
se transformarem, em questão de semanas, em membros da "Classe
Dominante".
Existem mais de
400 micronações pelo mundo, várias delas com "representação"
na Internet. Há micronações que se utilizam dos mais curiosos
sistemas de governo (monarquias são, porém, o sistema de
governo mais utilizado, tanto constitucionais como absolutas), países
que se relacionam como se realmente soberanos fossem. Para servir
de mediadora entre tantos países, foi criada a Liga dos Estados
Secessionistas, a L.O.S.S., conhecida como "a ONU das
micronações". São membros da Liga as nações mais
influentes do chamado Mundo Micronacional (idioticamente
apelidado de "micromundo", já que de pequeno este
mundo nada tem). Os micropaíses ou microestados, como também são
chamados - o que a boa doutrina encara com desconfiança, como
veremos a seguir - são alvo de estudos de sociólogos e outros
acadêmicos; a micropatriologia é ciência humana em sua essência,
tendo sido assunto principal de livros e teses que tratam da
possibilidade de se criar, de maneira - digamos - artificial, uma
sociedade. Entre os maiores estudiosos da matéria está o
professor francês Fabrice O 'Driscoll, presidente do Instituto
Francês de Micropatriologia, que publicou no final de 1999 seu
livro "Ils ne siègent pas a l´ONU", através da
editora Les Presses du Midi (pode ser adquirido via internet, por
cerca de 20 euros, na FNAC, por exemplo). Com muito gosto colaborei com Fabrice na edição
do livro, que já é considerado a bíblia das micronações.
O Movimento
Micronacional se divide, classicamente, em três tipos de micronação:
as derivatistas (que se
utilizam somente de elementos reais; seus membros utilizam-se de
nomes verdadeiros, a nação localiza-se, geralmente, onde mora
seu líder ou fundador, e sua história começa a partir de sua
fundação, sem qualquer elemento fictício; como exemplo,
Talossa), as modelistas
(aquelas que misturam a ficção com a realidade; seus membros
podem usar pseudônimos, mas jamais assumir personagens
distintos. Sua localização pode ser em qualquer lugar do globo
terrestre, mesmo que nem um cidadão sequer seja morador daquela
localidade. Podem adotar histórias fictícias até o dia de sua
fundação, e a partir daí começa a ser escrita sua verdadeira
história. O exemplo maior desta categoria, muito popular na América
Latina, é Reunião. Os modelistas têm plena noção de serem
praticantes de um hobby, uma simulação.) e as peculiaristas
(são quase que completamente fictícias; seus membros podem
assumir vários personagens, inclusive não-humanos, sua localização
pode ser em um outro planeta ou dimensão e sua história
é sempre fantástica. Nenhuma micronação é melhor exemplo
desta subdivisão do que Llome). Existem graus de peculiarismo:
uma nação assim classificada pode ter, por exemplo, localização
em Saturno e habitantes não-humanos, mas seus acontecimentos são
verdadeiros, e ela é extremamente activa. Por outro lado, pode
uma micronação peculiarista localizar-se na Bolívia e seus
acontecimentos, mesmo diários, serem fruto da imaginação de
seus membros.
Segundo alguns, haveria também as micronações virtualistas,
as quais seriam aquelas que, apesar de terem caracteres de
qualquer uma das três categorias retromencionadas, consideram-se
"países irreais" ou até "cidades virtuais";
porém cremos ser esta classificação errônea pelo simples fato
de não serem micronações, e sim jogos de RPG "on-line",
que vêm e vão num piscar de olhos (seriam exemplos as defuntas
Web Island e Santa Clara). Nós cremos ser a palavra "virtual"
antítese de "micronação", já que uma micronação
é formada de pessoas reais, que protagonizam acontecimentos
reais. Adicionalmente, cremos que uma organização "virtualista"
não tem cidadãos, e sim membros.
Muitos
micropatriólogos acreditam na existência das chamadas "one-man
nations", micronações formadas
apenas de um habitante ou mesmo por várias, que por vaidade ou
qualquer outro motivo, têm seu fundador como única pessoa que
realmente decide o que deve ser feito, como único cidadão
activo. Nós preferimos ignorar esta classificação, já
que pode ser diluída entre as três outras, dependendo de seu
sistema. Existem também aquelas organizações que cobram
dinheiro por títulos de nobreza ou até pela cidadania; não
são por nós consideradas verdadeiras micronações, já que
estas não devem ter fins lucrativos. Zugesbucht e Chocônia
seriam exemplos flagrantes.
Há de se dedicar um
parágrafo separado para as que Aguiar classificou como concretistas,
que seriam aquelas (supostas) micronações reconhecidas como
soberanas e independentes por uma ou mais macronações, não
sendo, porém, membros da O.N.U. (O internacionalista Celso
Duvivier de Albuquerque Mello acredita que, com raras exceções,
para que seja considerado ESTADO, uma nação deve fazer parte da
ONU). Discordamos também, assim como Jean Tisserand e Thomas
Leys, desta concepção, acreditando se tratarem de microestados,
e não micronações. Exemplos seriam Seborga e Sedang. A diferença
entre microestados e micronações reside no facto de que estas não
lutam - ou são incapazes de fazê-lo - pelo seu reconhecimento
diplomático por 'macronações', já que não têm argumentos
legítimos à luz do Direito Internacional para requisitar
jurisdição total sobre um território.
Também são
mencionadas nos meios micronacionais as chamadas micronações projectistas,
que seriam projetos de uma nação ideal, onde um sistema de
governo e estrutura social são montadas, porém sem a intenção
de tornar aquilo que foi criado um micropaís activo. Muitas
surgem como trabalho escolar ou até mesmo para ilustrar as idéias
de um determinado partido político. Alphistia e a URSP seriam ótimos
exemplos. Acreditamos, contudo, que as projectistas seriam uma
sub-espécie das modelistas, pois se enquadram perfeitamente em
sua descrição.
Não se pode definir
onde nem quando surgiram as micronações. Mas se tem notícia,
por exemplo, de nações criadas há vinte (Reino de Talossa, por
exemplo) ou trinta anos (Reino de Landreth). Por esta razão,
há de ser repudiada a denominação de "país virtual"
ou "net-cidadão", usada por alguns, erroneamente.
Não se trata de "virtual", pois há micronações que
até hoje não mantém representação na Internet, além
daquelas que, somente após meses ou anos de existência,
resolveram colocar um website na grande rede. Das mais
influentes micronações, poucas funcionam somente na internet; e
mesmo as que foram criadas na rede ultrapassaram a barreira dos e-mails,
MSNs ou ICQs com os encontros entre cidadãos e quilos de papéis que
seus governos consomem no dia-a-dia.
É muito comum algumas
dessas nações, tentando se diferenciar, utilizarem outras
denominações que não a de "micronação", tão
difundida atualmente; assim, pode-se achar "comunidades
virtuais", "comunidades on-line", "nationettes",
"mini-sociedades", etc. É o que chamamos de auto-afirmacionismo.
Não obstante isto, é praxe considerá-las micronações, por se
enquadrarem total e completamente no perfil micronacional; além
disso, esta fragmentação é extremamente prejudicial ao estudo
das micronações.
Uma micronação se
torna influente não por seu "poderio militar" -
coisa que inexiste completamente no Mundo Micronacional (a grande
maioria das nações repudia a idéia de guerra micronacional
efetiva, podendo-se, no máximo, ter um conflito verbal, uma
"Guerra Fria"), mas sim após a avaliação dos
seguintes critérios, interdependentes: atividade,
credibilidade, história micronacional de seus líderes. A actividade
é avaliada facilmente; quão freqüentemente aquela micronação
edita leis? Quantos jornais tem? Realiza eleições? Há muito
debate político? Quantos cidadãos possui? Se está on-line, tem
lista de discussão? Já a credibilidade
é estudada com mais afinco: aquela micronação respeita as leis
do Direito Intermicronacional (que coincidem com o Direito
Internacional que rege as relações entre os Estados)?
Relaciona-se com as outras de maneira educada e formal, quando
necessário? É reconhecida como activa? A história
micronacional de seus líderes é também
muito importante: é liderada por gente que muda de micronação
como se troca de camiseta? Seus líderes são micropatriólogos
renomados, daqueles consultados sempre que se discute o assunto
"micronação"? Certos estudiosos levam em conta
o fator fama macronacional,
que consistiria na publicidade recebida por aquele país na mídia:
quantas vezes saiu no jornal? Em quantos países? Já fou
retratada na televisão? Acreditamos, porém, não ser isto fator
importante para se determinar o grau de desenvolvimento de um
micropaís.
Torna-se cada vez mais
comum o isolacionismo micronacional,
política segundo a qual uma micronação deixa de relacionar-se
formal e até informalmente com as outras micronações. É comum
entre os praticantes do auto-afirmacionismo, sendo que alguns
adeptos são tão xenófobos a ponto de atacar qualquer um que se
pronuncie em locais públicos de seus países. Há o
isolacionismo que deriva de simplesmente de um sentimento
de superioridade (é o caso de Talossa, que
considera-se única, imbatível, e passou a ignorar a existência
de 99% das micronações, após anos "encabeçando" a
lista de participantes do movimento micronacional.), aquele que
provém das novas teorias micronacionais de Evan
Gallagher (que acredita que as micronações, para
sobreviverem, devem se tornar menos formais e burocráticas,
perdendo até mesmo a conotação de "país" em prol de
um conceito que seria mais amplo, o de "sociedade". É
o caso de Pingüínia) e o que é fruto de uma política
diplomática (quando o governo de uma micronação
decide fechar relações diplomáticas com todos e "viver
internamente", como certa vez disse o micropatriólogo Rick
Harwood). Resultado disso é a total relativização da idéia de
credibilidade.
Mas, é claro, no
nosso entender o mais importante em uma micronação não são
seus líderes e sua influência externa, mas sim o seu caráter
interno, que vai ser definido pela vontade de trabalhar e de
progredir do seu povo. Neste ponto nos aproximamos aos
isolacionistas: como ter uma nação forte externamente se
internamente é fraca e inactiva? Agora iniciaremos a lidar com
isto, tomando como exemplo, é claro, o Sacro Império
de Reunião.
Interação
entre os cidadãos e o Estado
Para isto, o Império
é dotado de duas listas de mensagens, uma em inglês e outra em
português, na qual o novo cidadão é inscrito após ter seu
Formulário de Cidadania recebido pelo Ministério do Turismo e
Imigração. Ao enviar e-mail para qualquer das duas, cada
um dos "súditos" receberá sua mensagem, de maneira
que sua opinião será considerada por todos, desde o Premier até
aqueles cidadãos que - por escolha, muitas vezes - não ocupam
qualquer cargo público.
Para ocupar uma função
pública, não basta apenas querer. O Governo avalia a participação
e fluência da pessoa nas discussões das listas de mensagem.
Quando a pessoa é incluída, já pode - e deve - começar a
participar no que é debatido: só participando é que seu nome
"saltará aos olhos" dos "poderosos", abrindo
para si os horizontes da política Reuniã, tão ou mais complexa
que a de uma macronação.
Arrisco-me a dizer que
o Estado Micronacional é quase um grande "cabide de
empregos". Apesar da existência de inúmeras empresas
privadas (na maioria das vezes 'enormes' holdings ou jornais), a
grande maioria dos cidadãos activos é composta de funcionários
públicos; todos querem uma posição de algum poder. E aí está
um dos grandes atrativos de uma micronação: a facilidade de se
ter poder e voz activa. Não se tem vantagem alguma ao "enxugar" a administração: afinal, as pessoas não recebem salários!
O
"vício" e o conflito com a realidade
A micronação é um
mundo à parte. É algo quase esquizofrênico, e até viciante.
É muito comum os 'micropatriólogos' (aqueles que participam ou
estudam as micronações) se referirem às suas vidas fora deste
hobby como "vida real". Mas em Reunião
isto é bastante amenizado. Através de programas como o ICQ e o
MSN, os cidadãos começam a se conhecer, tornam-se amigos, às
vezes realizam encontros em restaurantes e outros lugares públicos,
onde há concentração de cidadãos.
Após entrar num micropaís,
você terá, nele, dois tipos de amigos: os que conheceu na
micronação e os que você trouxe para a micronação. É muito
comum as pessoas começarem a "espalhar" como é legal
este nosso hobby, o que acarreta a entrada de várias pessoas de
seus círculos de amizade no país. Outra coisa que
acontece com freqüência são as amizades com cidadãos de
outras micronações, já que as relações intermicronacionais -
no caso de Reunião, por exemplo - são muito intensas.
Como toda sociedade - e uma
micronação é, sim, uma pequena sociedade, acontecem brigas e
conflitos entre cidadãos. Mas para tal, assim como nas macronações,
existe o Poder Judiciário, que intermedia e, muitas vezes,
resolve estes impasses. Assim como numa macronação, o Poder
Judiciário tem o ius imperii,
o "poder de império", de forçar os que estão sob sua
égide a obedecer as leis que regem esta sociedade.
Esta enorme semelhança com
a "realidade" - embora alguns micropatriólogos crêem
não haver distinção entre a micronação e a realidade ("a
primeira faz parte da última") - após a entrada dos
micropaíses na WWW, tem causado casos engraçadíssimos, no caso
do Sacro Império. Tornou-se trivial o recebimento, pelo
Governo, de mensagens - e até cartas - de gente crendo que o Império
trata-se de uma macronação. Certa vez, recebemos proposta de
uma firma de advogados da Nova Zelândia que queria representar-nos
naquela país pela módica quantia de trezentos mil dólares. Em
outra oportunidade, recebemos o Curriculum Vitæ de uma estudante
francesa que gostaria de prestar o exame para a Universidade de
Reunião. A diretoria de uma das empresas privadas
estabelecidas em Reunião, a Comet Organizations, recebeu carta
de uma senhora clamando ser uma de suas acionistas, cobrando
dividendos. Vários outros casos ocorreram, o que faz deste hobby
algo ainda mais divertido.
Nestes mais de nove anos de existência, verificamos que o micronacionalismo é uma ferramenta de engrandecimento pessoal, e de enriquecimento intelectual e pessoal: assistimos muitos cidadãos se formarem em profissões com que tiveram o primeiro contacto através do micronacionalismo, e até casamentos duradouros entre cidadãos. Daí depreendemos que praticar o micronacionalismo é lidar com pessoas, egos e idéias divergentes; uma aula para o chamado
"mundo real".
O Sacro Império de Reunião
Fundado em
28 de Agosto de 1997 por mim e alguns amigos - dentre os
quais destaco a importante participação de meu amigo Bernardo
Bauer, o "Erik Fitzgerald", mago do HTML, o Império de
Reunião surgiu após o fracasso do Império de O País!, do qual
fui ministro das relações exteriores. Costumamos
encarar O País! como o período de aprendizado, quando tivemos o
primeiro contacto com as micronações e com o mundo
micronacional. Inexperientes, tentamos criar uma nação
que era, ao mesmo tempo, peculiarista
e modelista, o que acabou não
dando certo. Assim, resolvemos começar do zero, e, com a
colaboração de Pedro Aguiar - então Chanceler de Porto Claro e
que desde 1996 estava envolvido com a micropatriologia na internet, fundamos
Reunião.
Reunião começou
com seis pessoas - quatro delas já emigraram, e, em um ano,
chegou à incrível marca de trezentos cidadãos, nacionais de
vinte países diferentes; hoje contamos com mais de 900 cidadãos,
entre eles, segundo o último censo, cerca de 200 plenamente
activos e inscritos nas listas de discussão. De governo
absolutista, evoluiu até a atual democracia limitada, que
funciona com base no sistema de freios e contrapesos com a
possibilidade de intervenção do Poder Moderador, representado
pelo Imperador e pelo Lorde Protetor, seu assessor direto. Este
funcionamento é disciplinado pela Sagrada Constituição,
que regula tanto as relações entre os quatro poderes como as
relações entre os súditos reuniãos. A "Sagrada"
já sofreu algumas emendas, por parte do Premier (Chefe do
Executivo) e do Egrégio Conselho Imperial de Estado - o "egrégio"
(Câmara alta, aristocrática, do Legislativo).
Ao contrário do
que se imagina, como todos os hobbies, Reunião é o que
classificamos de uma "brincadeira séria". Trata-se
de um verdadeiro mini-estado, onde há leis e hierarquia, uma
ordem a ser mantida. Engana-se quem pensa que os cidadãos não dão
importância ao que fazem aqui. Prova disto é a chamada "Intentona
Duardista", onde um dos fundadores do Império e ex-Desembargador
Imperial (Chefe do Judiciário) obteve a senha da representação
na WWW da nação e trocou a senha, exigindo, através de uma
chantagem, que os resultados de uma eleição fossem manipulados
a favor de seu partido. Os poderes constituídos, porém,
conseguiram reaver a senha, e o 'traidor' foi punido com a expulsão.
Outras tentativas de revolução ocorreram, a "Revolta dos
Hipócritas", em que dois capitães-donatários tentaram a
secessão de suas Capitanias é um dos casos mais famosos, e que
também fracassou.
Como se vê,
uma micronação organizada não é um mar de rosas; algumas
pessoas agem erradamente, mas a justiça é aplicada, doa a quem
doer. O Desembargador Imperial julga de acordo com os costumes e
a Constituição os crimes cometidos pelos cidadãos. Entre estes
crimes, um bem freqüente é o de calúnia e injúria, e as
tentativas de incitar revoltas, normalmente ignoradas pelos cidadãos
do Império. De uma maneira ou de outra, o Direito Penal
reunião é adaptado à Internet; vários dos crimes nele
previstos não poderiam ser cometidos fora da grande rede.
Nosso Judiciário é ativo e competente, tendo, integrado a ele,
a Procuradoria-Geral, que prepara todos os casos para julgamento.
O Império de Reunião
é das micronações mais ativas do mundo das micronações. Seus cidadãos
estão, constantemente, imersos em debates políticos, entre si
ou com 'habitantes' de outros países A Chancelaria
Imperial, responsável pelas relações exteriores, mantém
contacto com mais de cem micropaíses, e relações diplomáticas
formais com cerca de trinta deles. Ao contrário de outras
micronações consideradas influentes (como Talossa e Pinguínia),
o Império acredita na importância da interação entre os
micropatriólogos, e jamais despreza uma oportunidade de iniciar
uma amizade com um novo país (é claro, após uma completa
avaliação do seu projeto pelo Departamento de Informação da
Chancelaria). Desta crença provém grande parte da fama do Império,
que está sempre aberto a diálogos com outras nações.
A Imprensa Macronacional e o Império
As micronações
podem ser consideradas, de maneira equivocada, "brincadeiras
bobas", ou até "mistura insana de real com virtual",
mas uma coisa é unânime: são um assunto extremamente
interessante e complexo, quase inesgotável. Assim, é
muito comum ler-se nos cadernos de informática ou comportamento
de jornais dos mais diferentes países matérias sobre micronações.
Orgulhosamente,
o Império de Reunião é a micronação que mais foi retratada
em matérias de jornais nacionais e estrangeiros, tendo até sido
alvo de reportagem da TV Cultura de São Paulo, que em seu
telejornal matutino examinou com bastante clareza o assunto
"micronações". Alguns dos inúmeros jornais e
revistas que já publicaram matéria sobre Reunião e outras
micronações são VEJA (BRASIL), INTERNET
BR (BRASIL), SUCESSO ON-LINE (BRASIL),
WEBGUIDE (BRASIL), VISÃO (PORTUGAL),
JORNAL DO BRASIL (RJ-BRASIL), O
DIA (RJ-BRASIL), O CORREIO POPULAR (SP-BRASIL),
DIÁRIO DE PERNAMBUCO (PE-BRASIL),
FOLHA DE S. PAULO (SP-BRASIL), O ESTADO
DE SÃO PAULO (SP-BRASIL), A TARDE (BA-BRASIL),
LA LIBERÁTION (FRANÇA), LE MONDE (FRANÇA),
LE QUOTIDIEN (ILHA DE REUNIÃO), THE
NEW YORK TIMES (EUA), ASIAN TIMES (TAIWAN),
TA NEA (GRÉCIA), LA REPUBBLICA
(ITÁLIA), além de jornais na Bélgica,
Turquia, Chipre, Costa Rica e Alemanha. A BBC
DE LONDRES está entre os meios de comunicação não-escrita
que já fizeram matérias sobre Reunião; no programa que
falou de nós, a BBC nos classificou como "exemplo mundial
de como o chamado movimento micronacional cresce mais a cada dia".
Todavia, poucos jornalistas conseguem ver que o micronacionalismo
não é uma "brincadeira de jovens" e nem um RPG; é, sim, algo
muito mais sério e profundo: um estudo para a vida, que envolve
centenas de pessoas, de todas as idéias e crenças.
O aspecto mais abordado
por todos estes jornais foi o fato de, em Reunião, a opinião de
cada um dos cidadãos ser dotada de importância monumental. Cópias
de todas as reportagens estão disponíveis no Arquivo Imperial.
Convite
Agora que já
expliquei para você do que realmente se trata uma micronação,
gostaria de me despedir lhe fazendo um convite. Venha ser um de nós,
participe deste hobby tão divertido e imprevisível. Em Reunião,
tudo pode acontecer; aqui, você tem voz. Seja um de nós,
garanto que não vai se arrepender; afinal, para se mudar para cá,
basta preencher um formulário! Se você já é cidadão e deseja
ser activo, visite nosso MANUAL DO CIDADÃO.
Receba o abraço fraterno do

SSMI Imperador Cláudio Primeiro
- Cláudio
André P. R. de Castro -
Saint-Denis, 10 de Outubro de 1998
(Revisada em 07 de Janeiro de 2006)
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