
Logo de sua descoberta pelos portugueses no ano de 1.507 e.p., a Igreja Católica
se interessou pelo isolamento de Reunião e estimulou o envio de monges para a
ilha, pois esta situação proporcionava um excelente meio de penitência para
os religiosos.
Através das doações de Dona Lilian de Biasi e Aurocastro,
foi levantada a primeira construção em território beatrício, no ano de 1.573
e.p., às margens do Lago do Trevo, um Castelo que abrigou a Ordem de São Bento e
Santa Maria Madalena. Esta
construção, a Roca de Aurocastro, existe até hoje e serve de residência do Conselheiro-Mór de Beatriz.
A
partir da construção da Roca de Aurocastro, a população reuniã começou a
se concentrar em seus arredores, fazendo com que surgisse um pequeno povoado,
inicialmente chamado de Povoado de São Bento. Com o passar dos anos, e graças
ao crescimento do povoado, a Coroa Portuguesa, elevou o povoado à condição de
vila, passando a se chamar Vila de Aurocastro de São Bento. Corria o ano de
1.604 e.p.
Por
se encontrar no interior da ilha, em uma posição estrategicamente protegida de
possíveis ataques marítimos, a Vila de Aurocastro passou a ser considerada por
todos como uma capital informal da colônia, com um forte comércio e uma grande
circulação de pessoas, idéias e decisões.
Observando
esta tendência, novamente a Coroa Portuguesa interveio, transformando
Aurocastro em capital de Reunião, mudando sua denominação para Burgo de Santa
Beatriz Justine dos Anjos de Aurocastro, nome dado em homenagem à mãe do então
Alcaide da antiga vila. Com o passar dos séculos, este nome longo e complicado
acabou sendo esquecido, sendo o burgo atualmente conhecido apenas como Beatriz.
A
partir da dominação francesa, em 1.642 e.p., Beatriz passou a desenvolver-se,
transformando-se num dos mais ativos burgos de Reunião, concentrando sob suas
vistas grande parte da política, tecnologia, arte, filosofia e comércio do Império.
Esta
inclinação de Beatriz para as artes se espelha em seu magnífico museu, a Casa
Brancaleone, um dos mais prestigiados museus reuniãos, tendo já cedido suas
dependências para inúmeras exposições de arte que passaram por Reunião. Um
dos mais aclamados acontecimentos foi a exposição das renomadíssimas
esculturas do mestre francês Rodin, que honraram as galerias da Casa com sua
presença. Além
do Museu, há ainda a famosa Biblioteca Machado de Assis, com um dos maiores,
senão o maior acervos literários da ilha.
Com
os sucessivos acontecimentos históricos pelos quais passou, as várias mudanças
de soberanos e regimes políticos, hodiernamente Beatriz não é mais a única
capital reuniã, dividindo este privilégio com Saint-Denis (Capital Imperial) e
Saint-André (Capital Judicial), mantendo apenas a honrosa condição de Capital
Administrativa do Sacro Império de Reunião.
Em 1998, a cidade de Beatriz foi retirada da jurisdição da
Capitania de Straussia, tornando-se um Distrito autônomo, com Governador próprio
e casa legislativa independente da da Capitania. Desse modo, foi seu status
novamente elevado, desta vez para Distrito Executivo de Beatriz.
Desde aquele momento Beatriz passou a ser o centro do poder executivo em Reunião
e, em virtude disso, um território muito cobiçado. Durante várias ocasiões
Straussia reinvindicou Beatriz, culminando com uma invasão ilegal em 2004 que
foi dissolvida pelo moderador após plebicito popular em que o povo beatrício,
por unanimidae, defendeu a manutenção de sua condição atual.
Superados todos os obstáculows, a "Beatriz para os Beatrícos" prospera a passos
largos.