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dos Açores![]()
INTRODUÇÃO:
Como novo cidadão você deve estar repleto de dúvidas, mas não fique chateado com isso. Todo mundo, quando entra em um país micronacional, fica boiando um pouco, mas você vai perceber logo como é divertida a nossa simulação - e como é fácil participar dela.
1. DEFININDO O REINO UNIDO DOS AÇORES
Para começar com o básico: O Reino Unido dos Açores é um país imaginário, fundado por gente que gosta de política, história, relações exteriores e debates cultuais. Esse tipo de país se chama "micronação", ou seja, um país de fato mas só que não reconhecido pelos países reais (macronacionais).
Essas micronações foram declaradas independentes por indivíduos (normalmente sátiros) ou pequenos grupos, que queriam experimentar uma nova forma de nacionalidade, uma simulação complexa do Estado.
Algumas micronações possuem apenas um habitante; outras são maiores. Esse primeiro tipo parece consistir apenas de um solitário Grande Líder. A maioria, no entanto, consiste em algumas dezenas de cidadãos, com as poucas exceções que podem chegar mesmo a mais de 3 centenas. Nosso Reino Unido possui atualmente cerca de 68 cidadãos (março de 2006) e já passaram por seus domínios mais de 300 desde 1999.
Você faz parte agora desse nosso "jogo", onde a regra fundamental é, paradoxalmente, jamais admitir que é um jogo.2. UM CIDADÃO
Um açoriano, ou seja, uma pessoa que participa da nossa simulação, é um cidadão. Sendo assim, tem o direito a voto, a ter seus direitos cumpridos de acordo com a nossa Constituição e o dever de participar e de cumprir seus outros deveres de acordo com a mesma. Pela nossa lei, são garantidos mais direitos que deveres ao cidadão, portanto não é tão difícil assim ser um açoriano, pelo contrário, é bem divertido.
O "X" da questão é ter espírito de participação, um gosto por estar no "jogo" e um certo 'nacionalismo', amor à pátria que são os Açores. Respeito ao Monarca, ao Governo e as leis também, mas o principal de tudo é algo que muitas vezes as pessoas se esquecem: espírito de participação.3. SEU PAPEL NA SOCIEDADE
Devido ao tamanho minúsculo e à ínfima população do nosso país, cada cidadão tem um grande destaque e uma importância muitíssimo maior dentro do cenário social e político. Quer dizer, nos Açores, cada um é um "figurão". Portanto, prepare-se, que cada ato seu será levado em conta e de uma hora para outra seu nome estará na mídia e até pessoas de outros países saberão que você existe e fez isso ou aquilo.
Nos Açores você será sempre notado e percebido, e principalmente se você fizer parte da política, que é uma das partes mais interessantes do nosso país.4. COMO INTERAGIR COM OS OUTROS
Não há muitas regras para isso. Interaja como você faz normalmente, na vida, usando os meios de comunicação disponíveis, no caso o principal é a nossa lista nacional de mensagens (Telegrapho Real).
Estando portanto nossas atividades concentradas na Internet, realmente aqui é um bom lugar para se entrar em contato conosco, sendo necessário que você tenha um e-mail. Se você fizer parte da política, esteja atento ao seu cargo, suas obrigações e aos modos de contatar o 1º Ministro, o Monarca, etc. Se não, arranje um meio de você ter algo para fazer, uma profissão, uma tarefa, o que lhe aprouver. O governo pode, inclusive, lhe ajudar nessa decisão, publicando os cargos disponíveis na administração pública.
Isso não quer dizer que você precisa ser um advogado no Brasil para ser nos Açores. Aqui, cada um é como seu desejo manda. Você sempre quis ser um historiador? Então seja. Você sempre quis ser um político? Fique a vontade...
Você deverá utilizar os títulos corretos das pessoas com as quais esteja falando. O Rei é S.M.R. (Sua Majestade Real) ou FPRA (Fidelissimo Principi Regenti Azorianae). Uma autoridade do governo deve ser chamada de Exmo. Sr. Um nobre de Dom (dominus). Em caso de dúvida, opte por chamar de Senhor com quem você esteja falando, mas fique tranqüilo que ninguém ficará ofendido (nem o monarca) se for chamado de "você", que, afinal, é "vossa mercê".5. A POLÍTICA
Como você já deve saber, nosso país é uma monarquia parlamentarista, o que significa que somos reinados por um monarca com poderes limitados pela Constituição, e quem é o chefe de governo é o primeiro-ministro.
Atualmente o monarca é D. Giacarlo I. O Primeiro-Ministro é D. Rodrigo Côrte-Real Teles, do PDC (Partido Democrático do Centro).
Nós estamos numa fase de estruturação, mas nosso governo tenta se preocupar com o povo, fazendo-nos encaixar no modelo de 'welfare state', ou estado do bem-estar social. Portanto nosso estado investe no povo, não deixando ninguém passar necessidade.
Outra diferença é que não cobramos impostos. Então você perguntará: "mas então os cofres públicos vivem de quê?" E a resposta será: "Ora, sendo nós uma micronação, portanto país não reconhecido, o país onde vive o nosso cidadão é que tem a obrigação de mantê-lo." Logo, nunca teremos problemas com seguro social.6. O TERRITÓRIO
Nosso país fica no arquipélago açoriano, bem no meio do Oceano Atlântico, na antiga (nós declaramos a independência, lembra?:) região autônoma dos Açores, pertencente à Portugal. É claro que não mora nenhum açoriano on-line lá (embora na verdade nada impeça). Esse território foi escolhido em 1998, para dar uma localização que fosse uma referência cultural para todos nós.
Nosso país se divide em 6 províncias:PROVíNCIA REAL - Sede da monarquia, onde se localiza o Palácio do Atlântico, residência do monarca açoriano. Uma província pacata apesar da grandiosidade, que conta com os palacetes dos nobres açorianos e as delegações estrangeiras, além da Real Chancelaria.
REINO DE CóRDOVA: Lar dos homens de negócio, sede da AçO Construções S/A (que construiu nossa home-page) e da ATA (Açores Transportes Aéreos, de links) e das prensas oficiais e particulares.
DUCADO DE MARINHA: Província turística e sede do Reserva Real (área de preservação ambiental). É lá que estão os hotéis e resorts que recebem os turistas, além de contar com algumas casas de veraneio de estrangeiros.
REINO DE ILHA BELA: Sede do Executivo, Legislativo e Judiciário do Reino Unido. É a cidade dos pleitos políticos e dos discursos inflamados. Ilha Bela conta com escritórios jurídicos e de assessoria política, além da sede nacional dos partidos açorianos.
PRINCIPADO DE LUSITâNIA: Província cultural e boêmia do Reino, contando com a Adega Real Açoriana (uma espécie de subterrâneo etílico-cultural), o Museu de História Nacional e o Departamento Real de Micropatriologia (estudos de micronacionalismo). Para quem gosta de um bom fado açoriano, imerso em baforadas de bons charutos e submergido por tóneis de vinhos, esse é o lugar.
PAÍS DE SANTA MARIA: Berço do Reino Unido dos Açores, é lá que está a Cathedral de São Mateus, onde o rei é coroado, a sede da Ordem Templária Restaurada e o Cemitério São Carlos (um lugar onde enterramos as figuras que cometem grandes mancadas no micronacionalismo, apesar de deixarmos claro que os cadáveres estão livres para ir e vir, e até para ser exumados caso se recuperem com algum bom feito).
7. A INDEPENDÊNCIA
O Reino Unido dos Açores se tornou um país "independente" em 1998, quando o Almirante álvaro de Córdova liderou a esquadra açoriana na batalha naval de Santa Maria, onde se deu a surpreendente derrota da marinha portuguesa. Vencer os maiores navegantes da história da humanidade foi um feito notável, que fez com que Álvaro fosse aclamado como Rei Córdova I dos Açores. Infelizmente na época uma terrível epidemia de influenza acabou por ceifar a vida do monarca e de milhares de açorianos, causando grande comoção nacional. Desde então estamos construindo nosso país, lutando para desenvolvê-lo. Não é uma tarefa fácil, mas é extremamente agradável.
8. RELAÇÕES EXTERIORES
O Reino Unido dos Açores mantém um amplo contato diplomático com outras micronações. No micromundo são mais de 100 países interagindo entre si, criando organização, assinando tratados e convenções. Atualmente somos membros da OLAM (Organização Latino-Americana de Micronações), uma espécie de OEA (Organização dos Estados Americanos), e também fazemos parte da OMU (Organização das Micronações Unidas), uma espécie de ONU micronacional. As relações externas implicam um grande esforço nacional de atividade. Os Açores são uma micronação respeitada no cenário diplomático por sua atividade e luta pela democracia. Com o passar do tempo, você ganhará experiência micronacional e poderá até mesmo representar seu país diante de outras micronações, seja como diplomata, embaixador ou chanceler, (este último cargo é o equivalente ao de ministro das relações exteriores).
Vez por outra ocorrem conflitos intermicronacionais (entre micronações). Nesses casos o mais comum é uma espécie de guerra fria, no estilo da que assustava o mundo na década de 80. As "batalhas" se dão normalmente no campo da argumentação, com os países em conflito tentando isolar um ao outro e conseguir apoio para suas respectivas causas. Isso é o mais comum, mas já ocorreu mesmo conflitos mais sérios, com invasões de sites dos países na internet, roubo do controle da lista, mail-bombs e etc. Para se defender de tal ameaça os Açores possuem um exército micronacional, que vem a ser um grupo de pessoas entendidas nas artes da internet. Contudo, somos um país pacífico e democrático, jamais enfrentamos semelhantes ameaças e, sinceramente, esperamos nunca ter que enfrentar.9. PERSONAGENS
Alguns personagens 'históricos' que nos Açores são freqüentemente citados:
CóRDOVA I - foi o monarca da independência, almirante vitorioso na Batalha de Santa Maria, que acabou com as pretensões portuguesas de restauração do domínio lusitano. Córdova I, no entanto, não pode viver muito para gozar sua vitória, pois morreu vítima de uma terrível influenza, numa epidemia que atacou o reino em 1998.
CóRDOVA II - filho de Córdova I, o rei assumiu o trono com a morte de seu pai. Muito jovem e perdulário, além de fogoso (o que ofendeu alguns nobres mais ciumentos), acabou sendo expulso do país em 99, tendo se exilado na distante Guiné-Bissau, onde acabou (também!) morto em circunstâncias para lá de misteriosas. Ainda vai chegar o dia de algum historiador açoriano se aventurar em Bissau para esclarecer esse sombrio episódio.
D. LEITE VERAS - o nosso José Bonifácio açoriano. Convenceu o então almirante álvaro de Córdova (depois Córdova I) a comandar a guerra de independência, e tramou contra o filho deste (Córdova II), tendo sido um dos principais nomes na revolta elitista que derrubou o monarca. Atualmente Leite Veras está afastado do reino, cuidando de sua precária saúde.
PADRE MANOEL - um dos principais articuladores da primeira tentativa frustrada de independência (em 1979), Padre Manoel foi figura controvertida (teve vários filhos bastardos) e muito afamada. Sua principal obra foi a restauração da Ordem Templária, da qual fazem parte os duques açorianos e o próprio rei.
LUCAS BLEICHER - primeiro ministro do país no primeiro semestre de 1999, Lucas Bleicher compôs também o hino nacional açoriano e foi uma das mais importantes figuras do Partido Social-Trabalhista. Conhecido como "O Alemão", atualmente está fora do país.
CARLOS F. SILVA - em um estranho caso de messianismo que atacou o Reino Unido, Carlos F. Silva liderou hordas de republicanos integralistas e ultra-católicos em 1999. A história a respeito desse sujeito é tão nebulosa que há relatos de que ele teria morrido em outra micronação, Porto Claro, em 1998, ou seja, um ano antes de vir para os Açores. Seus partidários, mesmo derrotados na instalação da república, conseguiram nomear o cemitério nacional de "Cemitério São Carlos". Uma justa homenagem para quem consegue voltar dos mortos.
10. O QUE SE DEVE EVITAR
O Reino Unido dos Açores foi criado para divertir e estimular as pessoas, portanto não nos interessa criar uma sociedade totalitária. Contudo, algumas atitudes são consideras negativas e devem ser evitadas.
É proibido pelas nossas leis que alguém possa ser cidadão dos Açores e de outra micronação ao mesmo tempo. Quase todas as micronações seguem essa regra: fidelidade total dos seus cidadãos.
Outra coisa que se deve evitar é ofender as pessoas com palavras de baixo nível. As discussões podem ser acaloradas e repletas de ironia, mas é necessário preservar um ambiente onde impere (na maioria das vezes) a educação.
Ler as nossas leis e questionar sempre que tiver dúvida é uma ótima maneira de evitar qualquer problema sério.